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O jornal Índia Nova foi um projecto que uniu estudantes goeses dispersos pelas universidades portuguesas, propondo-se contribuir para a renovação da cultura política e da política identitária goesa no quadro português e indiano, balizado pelo nacionalismo pró-indiano e por ideais anticolonialistas e humanistas, que no diálogo civilizacional entre o Oriente e o Ocidente encontravam a solução para a construção democrática e pacifista do futuro da humanidade. Projecto político-cultural, de activismo intelectual, teve o centro nevrálgico na Universidade de Coimbra onde pela mesma altura Adeodato Barreto impulsionou a criação de um Instituto Indiano. Foi nesta cidade que publicaram cinco números do jornal entre Maio e Outubro de 1928. Para além do seareiro Júlio Francisco Adeodato Barreto, que se destacaria na oposição intelectual à ditadura e ao Estado Novo, foi dirigido por José Teles e Telo de Mascarenhas, que teriam uma importante intervenção no movimento anticolonial goês da década de 50. Apesar da sua efemeridade teve significativa colaboração de intelectuais goeses, vivendo em Portugal e em Goa. Na memória do jornal evidenciam-se as mensagens de encorajamento de Rabindranath Tagore e de Romain Rolland, publicadas com devido destaque. A 31 de Maio de 1929, foi publicado em Lisboa um último número do Índia Nova para homenagear Francisco Luís Gomes, aquando das comemorações do centenário do nascimento deste político e intelectual goês.
Coimbra, nº 1 (Maio 1928)-nº 5 (Out. 1928); Lisboa, nº 6 (31 Maio 1928)
Editor: José de Albuquerque Manso Preto; Directores: Adeodato Barreto, José Teles e Telo de Mascarenhas
Periodicidade
Local de Publicação
Localização das colecções
BNP - (Cota J. 3780//9 M) - colecção completa Ficha bibliográfica
BGUC - (cota B-46-65-3) - colecção com falhas - Ficha bibliográfica
SLHI - Colecção digitalizada