Impresso
Luz do Oriente = Prachi Prabha
Em Janeiro de 1909, foi lançada a revista mensal em marata Prachi Prabha: Shri. Sau. Maharaneesaheb Sausthan Saundhaa Hyanchya Udaar Aashryaakhaalee Mukhyatvey Streeyankareetaa Nighanre Maaseek Pustak(Luz do Oriente: mensário para mulheres publicado sob o generoso patrocínio da Rainha da família Saundekar). Patrocinada pela Rainha de Sonda, foi a primeira revista goesa editada por uma mulher, Saraswatibai Vaidhya (mulher de R.P. Vaidya), e visando um público feminino.
Idade d'Ouro do Brazil
A gazeta oficiosa Idade d'ouro do Brazil foi o primeiro periódico baiano, sendo publicado por Manuel António Silva Serva entre 1811 e 1823 e protegido pelo Conde dos Arcos, Marcos de Noronha e Brito, seu primeiro revisor (censor). Teve por primeiro redactor Gonçalo Vicente Portela, posteriormente substituído pelo Padre Ignácio José de Macedo, polemista poderoso que viria a distinguir-se no periodismo e panfletismo contrarrevolucionário durante o vintismo.
Ressurge Goa
Quinzenário nacionalista goês publicado em Bombaim, fundado e redigido por Telo de Mascarenhas desde 26 de Janeiro de 1950 até Fevereiro ou Março de 1956. Redigido em português, inglês e concani, o periódico esteve associado ao Congresso Nacional (Goa), sendo um dos primeiros títulos criados pelos nacionalistas goeses no exílio para defender a causa da integração de Goa no Estado Indiano, no âmbito do conflito entre os Estados português e indiano em torno da chamada Questão de Goa.
A Voz de Moçambique
Fundado pelo Engenheiro Homero Branco, surge como mensário, passa a ter frequência quinzenal a partir do número 7 de 15 de Julho de 1960, tornando-se mais tarde semanário e voltando a ser mensário nos seus últimos anos de vida até 1975. Vigiado pela censura pelas suas posições críticas do regime colonial, a partir de 1963 contou com a colaboração do grupo de jornalistas que sairam da redação de A Tribuna.
A Tribuna
A Tribuna foi fundado por António Gouvêa Lemos, Ilídio Rocha e João Reis. O primeiro número foi publicado em 7 de Outubro de 1962. Em 1963 passou a ser controlado pelo Banco Nacional Ultramarino. Entre 1966 e 1969 passou a publicar-se como semanário, mais tarde como diário e, na fase final, novamente como semanário. Jornal noticioso, de opinião e com suplementos dedicados à cultura, à economia e ao desporto. Teve colaboração dos principais jornalistas e escritores de Moçambique, com posições fortemente críticas do regime, o que originou a intervenção do Estado.
Ta-Ssi-Yang-Kuo
Trata-se de um semanário publicado, em Macau, entre o dia 08 de Outubro de 1863 e 26 de Abril de 1866. Tendo sido fundado pelo advogado goês José Gabriel Fernandes e dirigido por António Feliciano Marques Pereira (funcionário e intelectual metropolitano), reuniu o escol intelectual de Macau. Iniciou a sua publicação em 1863 e prolongou-a por três anos, tendo sempre em consideração a qualidade e a isenção. A sua componente cultural foi notável, contando com a pena prolífica do historiador Marques Pereira.
O Independente
Foi publicado, em Hong Kong, entre 18 de Setembro de 1869 e 24 de Julho de 1898. A sua longevidade foi notória, tendo em consideração que os periódicos de Macau tiveram invariavelmente uma duração curta devido a agudos conflitos de interesses. "Jornal político, noticioso e comercial", publicou-se de 1868 a 1898. Trinta anos de permanente intervenção crítica que custaram aos seus directores, José da Silva e, mais tarde, o seu filho, Constâncio José da Silva, detenções, condenações e o exílio em Hong Kong, cidade onde o jornal também foi publicado.